sexta-feira, 25 de novembro de 2022

reVOLTA

Na esperança de que tudo ficasse num impasse

Antes do nada que ocupou o espaço e abafou o ar


Na volta da onda se levantou e arrasou a praia

Fica a revolta de perder o recorte das dunas


Na senda duma realidade lembrada, já morta

Assenta a vontade de encontrar o cais perdido


No ventre de todas as narrativas agora possíveis

Nasce a impossibilidade de encerrar o capítulo


Na esperança de que tudo não passe de um nada

Fica o amargo de saber que toda a verdade é clara


Mãe




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